União Recreativa e Musical Pomarense
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17.OUT.2018
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A dificuldade no recrutamento de executantes constitui a questão maior com que se confrontam os dirigentes da União Recreativa e Musical Pomarense.

Situada numa zona bastante isolada, a povoação de Pomares tem extrema dificuldade em fixar os jovens, que, à falta de perspectivas, abalam para outros locais. “Estão aqui até aos 17, 18 anos, depois, uns vão estudar e outros trabalhar para fora e nunca mais regressam à filarmónica”, explica o presidente da colectividade, Armando Nascimento. Ele próprio o fez. Aos 16 anos foi “ganhar a vida para Lisboa”, só regressando à sua terra natal depois de reformado, passando então a procurar manter viva” a filarmónica. A banda possui uma escola de música, mas actualmente apenas frequentada por oito jovens. Todavia, no ano passado, quatro alunos transitaram para a filarmónica.

As instalações da banda, de sua propriedade, podem considerar –se, segundo Armando Nascimento, “razoáveis”. O único senão tem a ver com a falta de uma sala acústica. “ É realmente uma lacuna, mas ficava muito cara e quem não tem cão caça com gato”, argumenta o presidente.

A renovação dos instrumentos é também fundamental para a banda. “Estão todos muito obsoletos e necessitávamos que fossem substituídos”, reconhece Armando Nascimento. Enquanto isso não acontece, por falta de dinheiro, vão sendo faseadamente reparados, de forma a poderem continuar a cumprir a sua função. A questão dos instrumentos é, de resto, sempre muito difícil de resolver por parte destas instituições, uma vez que são habitualmente muito dispendiosos. ACâmara Municipal de Arganil tem apoiado a filarmónica, mas para o dirigente “é um pequeno apoio”. A Junta de Freguesia de Pomares também contribui da forma que lhe é possível, mas não pode ir muito longe, pois o seu orçamento é muito escasso.

O Governo Civil de Coimbra atribuiu à filarmónica, há dois anos, um subsídio, muito bem-vindo na altura, segundo Armando Nascimento, mas que não bastou para colmatar as principais necessidades logísticas.

Outra fonte de receitas é, naturalmente, a quotização dos sócios, que neste momento andam à volta das quatro centenas e meia. “Pagam uma quota muito pequena, mas sempre vai ajudando”, reconhece o principal responsável da colectividade. O fardamento, esse é novo, tem apenas um ano. Em relação às actuações, 2004 correu bastante bem à filarmónica de Pomares e para 2005 existem já várias contratações em agenda.

Apesar de ainda não se ter deslocado ao estrangeiro, a banda filarmónica de Pomares já actuou em diversos locais a nível nacional, com destaque para Lisboa, onde realizou alguns concertos.


A União Recreativa e Musical Pomarense, de Pomares, concelho de Arganil, surgiu em 1970. O embrião da filarmónica remonta, todavia, a 1945, aquando da formação, pela mão de Adelino Marques, de um grupo de jazz designado “Rouxinóis de Pomares”. Este grupo manteve–se em actividade alguns anos, abrilhantando bailes e festas na região. Porém, como a igreja não o autorizava a participar em festejos religiosos, acabou por ser extinto.

A partir daí, e durante quase uma década, a música esteve arredada das gentes de Pomares, em termos de instituições locais. Realmente, só em 1970 a situação seria alterada. Nesse ano, Abílio Francisco, antigo elemento dos “Rouxinóis de Pomares” e executante da Filarmónica de Vila Cova do Alva, lançou o repto ao fundador do extinto grupo, tendo em vista a criação de uma filarmónica em Pomares.

A ideia vingou. Aproveitando alguns dos instrumentos dos “Rouxinóis”, nasceria então a União Recreativa Musical Pomarense, primeira banda filarmónica da localidade e a quinta a nascer no concelho de Arganil. Confirmavam–se assim, uma vez mais, as tradições regionalistas deste concelho da Beira Serra.

A filarmónica tem actuado, desde essa altura, sem paragens, em festas e romarias na região e em Lisboa, onde se deslocou por diversas vezes.

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