Filarmónica Fraternidade Poiarense
Quarta-Feira
20.MAR.2019
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O empenho em lançar uma filarmónica no concelho de Poiares era patriótico e ditado pela vontade de abrilhantar as festas, tanto religiosas como profanas. Pelo menos, é isso que consta na primeira acta daquela que seria a futura Filarmónica Fraternidade Poiarense.

A banda, que ensaia todas as sextas–feiras na sua sede, situada na Casa do Povo, conta com executantes com uma idade média inferior aos 30 anos. O mais novo, com sete anos, toca clarinete, o mais velho, com cerca de 40 anos, dedica–se à bateria. “Noventa por cento é juventude”, garante António Barata, presidente da direcção.

Um dos grandes sonhos dos dirigentes é construir uma nova sede para esta instituição, num edifício de raiz, que ofereça melhores condições aos seus sócios. “Já está aprovado o projecto, só existem alguns problemas com o terreno”, explica o presidente.

A instituição conta também com uma escola de música, que funciona às quartas-feiras e sábados, e que pretende proporcionar aos mais novos educação musical e iniciação nos vários instrumentos. São ao todo quatro dezenas de aprendizes, que têm aulas com dois monitores.

Curiosamente, a maior parte destes jovens não residem na vila, vêm sobretudo das localidades vizinhas da sede do concelho, Vila Nova de Poiares, mas também de outros municípios, nomeadamente da Lousã. São muitas vezes transportados por duas carrinhas da filarmónica, “de forma a que a música chegue a todos”, como pretendem os responsáveis.

A Poiarense realiza várias viagens por ano, para actuações fora de Poiares, e não se fica só pela região.

Essas deslocações fazem-se habitualmente no autocarro pertencente à Câmara Municipal. A instituição dispõe igualmente de uma orquestra ligeira. Trata–se de um projecto promovido pelos dois monitores da escola de música e que tem vindo a ser desenvolvido desde há dois anos.

São 12 elementos da banda que executam repertórios diferentes e animam várias iniciativas, em colaboração com as instituições locais.

Quanto a apoios, surgem essencialmente dos poiarenses. “Vivem muito a sua música e colaboram bastante”, confirma o presidente.

A Câmara, segundo António Barata, “também tem apoiado e ainda recentemente prometeu ajudar na gravação de um CD”.

A Filarmónica Fraternidade Poiarense, fundada em 8 de Setembro de 1874, é uma instituição mais antiga do que o próprio concelho de Vila Nova de Poiares, que apenas foi institucionalizado em 1898.

Na sua génese está um grupo de 17 poiarenses, que se reuniram em assembleia, para o efeito, nas instalações do teatro, então situado onde actualmente se encontra o Mercado Municipal. E logo ali ficou deliberado, por unanimidade, convidar para director da instituição o pároco da freguesia, padre Casimiro António Pessoa. Por proposta do sacerdote, seria, posteriormente, adoptado o nome de “fraternidade”, a fim de significar, segundo os fundadores, “a união e amizade que sempre reinaria entre todos os sócios”.

Em 1885, a sede da filarmónica passou a funcionar na Aldeia Nova, mas mais tarde mudou–se para o teatro, onde, por imposição do doador do terreno, lhe ficou reservada a cave. Com o passar do tempo, o teatro foi destruído e no seu local edificada a Casa do Povo, em que actualmente a filarmónica tem as suas instalações e onde realiza os ensaios.

A Fraternidade Poiarense é uma das filarmónicas mais antigas da região, havendo registos que a dão a fazer as festa, por exemplo, de locais como Lousã e Penacova, onde ainda não haveria, portanto, colectividades congéneres.

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