Filarmónica de Ervedal da Beira
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20.MAR.2019
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A Filarmónica de Ervedal da Beira surgiu em 1926, tal com hoje é conhecida. No entanto, e segundo documentos descobertos recentemente pela direcção, a data da sua fundação pode remontar a 1856. Estão a ser feitos, por isso, esforços no sentido de que seja reconhecida oficialmente esta data como a da origem da filarmónica. Caso isso aconteça, a colectividade poderá comemorar em 2006 os seus 150 anos. 

“Seria uma boa prenda para nós”, reconhece Esmeralda Albuquerque, responsável da direcção. Um dos maiores problemas de momento tem a ver com a falta de aprendizes para a escola de música. “Temos apenas seis alunos e, obviamente, isso preocupa–nos”, lamenta a dirigente, segundo a qual só captando mais crianças será possível salvaguardar o futuro. 

Como acontece com outras filarmónicas do interior, a saída dos jovens para as universidades do litoral e, depois, a sua fixação nesses locais, acaba também por afectar a vida do movimento associativo a todos os níveis. “É difícil conseguirmos alterar esta situação”, reconhece Esmeralda Albuquerque. Considera, ainda assim, que a existência de uma escola básica integrada na povoação talvez permita “encontrar mais motivações para cativar as crianças e os jovens”. Em seu entender, “o importante é mesmo não deixar que a filarmónica envelheça e fique sem alternativas de futuro”. A banda possui há várias anos uma sede própria, mas que necessita de algumas alterações. 

“Vamos tentar encontrar forma de solucionar este problema para proporcionarmos uma melhor qualidade na aprendizagem das crianças e nos ensaios dos filarmónicos”, salienta a dirigente. Da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e da Junta de Freguesia local vêm os subsídios mais significativos. Pontualmente, o Governo Civil de Coimbra e o Ministério da Cultura também apoiam. As quotas dos sócios e as receitas dos concertos são outras receitas importantes. A compra de novos instrumentos e a sua reparação constituem dificuldades difíceis de ultrapassar. Esmeralda Albuquerque adianta, contudo, que “com a boa vontade dos sócios e das autoridades locais sempre vamos conseguindo desbloqueá-las”. 

O fardamento é que já viu dias melhores e, por isso mesmo, a direcção pretende encontrar rapidamente forma de o substituir. “É de facto uma das nossas necessidades mais prementes”, realça o responsável da direcção. A filarmónica participa anualmente em diversos eventos musicais, principalmente festas e romarias, com especial destaque para as povoações do concelho oliveirense. Os municípios vizinhos e outros pontos do país são destinos que levam longe o nome de Ervedal da Beira. “Damos sempre o nosso melhor para demonstrar que também no interior do país se faz música com qualidade”, congratula–se a dirigente. 

O estrangeiro também tem sido privilegiado nas deslocações, com destaque para Espanha, Bélgica e França.

Em finais do século XIX existiam em Ervedal da Beira duas filarmónicas, a Lira e a Canorsa (“que é nossa”). A primeira, mais conservadora, estava ligada à Casa dos Viscondes, a segunda, mais progressista, era apoiada pelo povo. Não admira, pois, que a rivalidade entre ambas fosse, até politicamente, enorme. Acabariam, ainda assim, por fundir–se e, aos poucos, desaparecer. 

Neste interregno, em 1914, surge uma tuna, só com instrumentos de cordas, fundada por José Dias Ferrão, seu contramestre. Todavia, também não sobreviveu. Em 1918 era extinta. É então que surge Sebastião Carlos de Albuquerque, visconde do Ervedal. 

Como a angariação de fundos junto da população para constituição de uma nova filarmónica e aquisição dos respectivos instrumentos e fardamentos tivesse redundado num contributo diminuto, o visconde José Dias Ferrão decidiu ser ele próprio a custear todas as despesas. 

E aí estava, a 16 de Janeiro de 1926, a primeira actuação pública da banda.

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