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A filarmónica de Avô, com 139 anos, está de boa saúde. Com apoios do Estado “praticamente nulos”, segundo revela o presidente da direcção, consegue sobreviver mercê de algumas ajudas financeiras da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e mais alguns apoios extra.
Essas ajudas advêm, sobretudo, da Sociedade de Defesa e Propaganda de Avô, uma colectividade da terra, e da Junta de Freguesia.
“É realmente muito difícil estar à frente deste tipo de colectividades, porque necessitam de muito dinheiro e ele é cada vez menos”, confessa o presidente da direcção, Constantino Fonseca.
A banda possui 900 sócios e a quota mínima é de 2,5 euros (500 escudos). As saídas, constantes ao longo do ano, designadamente para actuações em festas no nosso país, são pagas, pelo que a colectividade respira, em termos financeiros, alguma saúde.
O mesmo já não se pode dizer da sede, onde decorrem os ensaios e têm lugar as aulas da escola de música, a necessitar urgentemente de melhorias. O fardamento e os instrumentos ainda estão em condições razoáveis, mas há necessidade de se ir renovando o material.
As deslocações ao estrangeiro têm sido uma das bandeiras da filarmónica, que, segundo os seus responsáveis, “tem sabido conquistar a Europa”, não estranhando por isso o facto de nos últimos anos ter sido convidada a actuar em diversos países.
A primeira “internacionalização” ocorreu em 1986, com uma deslocação a França e ao Luxemburgo, aquando da geminação de Avô com a povoação francesa de Pont-Saint Vincent. Em 1998 actuou inclusivamente na Europeade, que nesse ano teve lugar em Rennes, seguindo-se, em 2000, com o mesmo objectivo, uma deslocação à Dinamarca e, em 2001, uma actuação na cidade espanhola de Zamora.
v “Temos dignificado realmente Avô lá fora, com as nossas brilhantes actuações”, garante Constantino Fonseca.
A adesão da juventude à banda tem sido boa e como tal o seu futuro parece continuar promissor.
Contando, actualmente, com 27 executantes e seis jovens na escola de música, tem como regente, desde 1986, o maestro Mário Costa, que nela entrou com apenas 10 anos de idade, e onde tocaria, juntamente com o seu avô, que era o regente, o pai e dois tios.
Os alunos têm aulas duas vezes por semana, ansiosos por um dia vestirem a farda e caminharem lado a lado com os mais velhos, tal como o fizeram os seus antepassados.
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A filarmónica de Avô, com 139 anos, está de boa saúde. Com apoios do Estado “praticamente nulos”, segundo revela o presidente da direcção, consegue sobreviver mercê de algumas ajudas financeiras da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e mais alguns apoios extra.
Essas ajudas advêm, sobretudo, da Sociedade de Defesa e Propaganda de Avô, uma colectividade da terra, e da Junta de Freguesia.
“É realmente muito difícil estar à frente deste tipo de colectividades, porque necessitam de muito dinheiro e ele é cada vez menos”, confessa o presidente da direcção, Constantino Fonseca.
A banda possui 900 sócios e a quota mínima é de 2,5 euros (500 escudos). As saídas, constantes ao longo do ano, designadamente para actuações em festas no nosso país, são pagas, pelo que a colectividade respira, em termos financeiros, alguma saúde.
O mesmo já não se pode dizer da sede, onde decorrem os ensaios e têm lugar as aulas da escola de música, a necessitar urgentemente de melhorias. O fardamento e os instrumentos ainda estão em condições razoáveis, mas há necessidade de se ir renovando o material.
As deslocações ao estrangeiro têm sido uma das bandeiras da filarmónica, que, segundo os seus responsáveis, “tem sabido conquistar a Europa”, não estranhando por isso o facto de nos últimos anos ter sido convidada a actuar em diversos países.
A primeira “internacionalização” ocorreu em 1986, com uma deslocação a França e ao Luxemburgo, aquando da geminação de Avô com a povoação francesa de Pont-Saint Vincent. Em 1998 actuou inclusivamente na Europeade, que nesse ano teve lugar em Rennes, seguindo-se, em 2000, com o mesmo objectivo, uma deslocação à Dinamarca e, em 2001, uma actuação na cidade espanhola de Zamora. “Temos dignificado realmente Avô lá fora, com as nossas brilhantes actuações”, garante Constantino Fonseca.
A adesão da juventude à banda tem sido boa e como tal o seu futuro parece continuar promissor.
Contando, actualmente, com 27 executantes e seis jovens na escola de música, tem como regente, desde 1986, o maestro Mário Costa, que nela entrou com apenas 10 anos de idade, e onde tocaria, juntamente com o seu avô, que era o regente, o pai e dois tios.
Os alunos têm aulas duas vezes por semana, ansiosos por um dia vestirem a farda e caminharem lado a lado com os mais velhos, tal como o fizeram os seus antepassados.