Associação Filarmónica dos Covões
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12.OUT.2018
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 A Associação Filarmónica dos Covões entrou, desde há um ano, num novo ciclo, que se afirma como sendo o da organização, reestruturação e crescimento da colectividade. O grande projecto continua a ser a conclusão da nova sede, cuja empreitada já teve início junto à igreja da freguesia. O dinheiro é escasso para terminar a obra, mas a actual direcção da colectividade está já a organizar diversas iniciativas tendo em vista a angariação de fundos, nomeadamente uma festa de recolha, ainda este ano, junto dos muitos emigrantes portugueses nos Estados Unidos da América.

A nova sede é imprescindível para dar resposta às necessidades da centena de elementos que integram as várias valências da filarmónica - da banda à orquestra ligeira, da escola de música ao grupo coral. Concluída a obra, a actual sede, recuperada recentemente, será transformada em biblioteca e ludoteca e ainda num espaço de convívio para todos os membros.

O novo ciclo em que a filarmónica entrou, de há um ano a esta parte, assenta numa reorganização de toda a sua estrutura. O presidente Paulo Oliveira começou por fazer um levantamento de todas as necessidades da colectividade para estabelecer, de seguida, algumas regras que permitam um funcionamento metódico da filarmónica. Feito o “trabalho de casa”, que incluiu a criação da figura do chefe de naipe e a transformação dafilarmónica em instituição de utilidade pública, as actividades iniciaram –se pela recuperação da sede, a aquisição de uma carrinha de nove lugares para transporte dos membros, renovação dos fardamentos e um investimento de cinco mil euros em instrumental.

Na base do projecto de crescimento da filarmónica está uma estratégia de procura de novos elementos, através de medidas inovadoras, levar a escola de música às povoações mais pequenas, criando nas mesmas turmas de jovens alunos. Os antigos membros têm na memória os tempos em que a camaradagem dentro do grupo andava de mão dada com a rivalidade entre bandas. Ou porque uma tocava melhor do que a outra, ou porque uma repetia a música que a outra já tinha tocado. “Muitas vezes acabava tudo à batatada”, recorda o regente Fausto Moreira.

Entre os membros mais novos, as histórias são de encontros e desencontros, namoros que algumas vezes deram em casamento.

As solicitações da Filarmónica dos Covões são inúmeras, designadamente para festas religiosas e os tradicionais concertos. Sem esquecer, naturalmente, os “velhos” ofícios.

Fundada em 1868, portanto, há 136 anos, a Sociedade Filarmónica dos Covões goza de grande vitalidade. Francisco Miraldo, entre outros, fundou a colectividade, que só nos anos 40 teve sede própria, construída num terreno doado por Manuel Simões da Cruz.

Com 51 executantes - entre eles 15 mulheres - distribuídos pela banda, escola de música e orquestra juvenil, não se queixa de falta de trabalho. Além de cativar a juventude da terra, tem anualmente “saídas que chegam e às vezes sobram”, sobretudo aos concelhos vizinhos (Anadia, Mira, Oliveira do Bairro e Vagos), onde recruta, de resto, alguns dos seus músicos.

Do seu espólio faz parte um repertório de ofícios, feito especialmente para a banda, nos anos 50, pelo padre Rumor.

O sonho continua a ser a nova sede; o terreno já existe, mas falta o mais difícil de conseguir: os cerca de 60 mil contos que a obra exige. A direcção confia concretizar o projecto dentro de dois, três anos. “Deitava uma dúzia de foguetes”, diz, a propósito, o regente Fausto Moreira, que substitui no cargo Manuel Teodósio da Cruz, durante 35 anos maestro da filarmónica.

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