Associação Educativa e Recreativa de Góis
Sexta-Feira
12.OUT.2018
Pesquisa
  Home  
  Área Reservada  
  Pesquisa  
  Contactos  
> Apresentação

Galeria de Fotos

Agenda

Maestros e Executantes

Repertório

Links Úteis

Escola de Música

Músicas MP3

Apresentação > Historial

A Câmara Municipal de Góis atribuiu, por deliberação de 25 de Junho de 2002, o nome da Filarmónica da Associação Educativa e Recreativa a uma rua da vila, como reconhecimento dos altos serviços prestados à população do concelho.

Embora se confronte, como muitas outras congéneres, com os habituais problemas da interioridade, que levam vagas de jovens a procurar alternativas de vida e trabalho no litoral, a instituição tem conseguido, ainda assim, sobreviver. Consciente da ameaça, tendo em vista o futuro, da escassez de alunos na escola de música (apenas uma dezena, actualmente), a direcção tomou a iniciativa de levar a cabo acções de sensibilização junto das escolas locais e de convidar os estudantes a visitar a sede da instituição para ali assistirem a demonstrações ao vivo.

“A ideia que se tem é que a banda toca umas ‘marchitas’ e não é bem assim, porque já tem um repertório diversificado e os jovens, através dela, podem ir frequentar o Conservatório, conquistando dessa forma um meio de vida, tornando–se músicos credenciados”, salienta o presidente António Sampaio. O actual maestro é considerado pelos dirigentes “pessoa muito competente”.

Paulo Monteiro tem conseguido, de facto, dar à banda “um estatuto muito alto”, que a leva a ser constantemente solicitada para actuações “em toda a parte”, onde “não envergonha ninguém”.

A sede, em contrapartida, suscita alguns problemas. O edifício onde a filarmónica está instalada, propriedade da câmara, é muito antigo e precisa de reparações, visto que chega a chover no seu interior. A autarquia tem feito alguma manutenção, mas para a direcção, é indispensável proceder a obras mais profundas. Persiste, aliás, um anseio antigo: o de que o imóvel transite para a posse da associação, estando a ser feitas diligências nesse sentido.

A sobrevivência da filarmónica continua a passar, e muito, segundo os seus dirigentes, pelos subsídios que recebe da Câmara Municipal, visando, nomeadamente, a manutenção dos instrumentos e a conservação do fardamento, sempre bastante onerosas.

No que respeita a actuações, além dos habituais espectáculos no concelho, a filarmónica tem sido também bastante solicitada para deslocações no país, para actuar, principalmente, em eventos culturais, recreativos, educativos e desportivos, bem como, em manifestações artísticas, festas populares e religiosas.

A filarmónica, com um repertório variado, também já se deslocou por duas vezes, e com assinalável êxito, ao estrangeiro. 

A Filarmónica da Associação Educativa e Recreativa de Góis terá sido constituída em 1834, apesar de não existirem documentos que comprovem que seja essa exactamente a data.

Então, talvez existissem mesmo duas bandas na vila, cujos elementos, depois de uma reunião efectuada na casa de ensaio, se terão fundido, presume –se que em 1887, numa única filarmónica. A instituição possui efectivamente um documento elaborado pelo tabelião, em papel selado, relatando uma reunião de antigos filarmónicos para aprovação dos respectivos estatutos. Com base neste documento, deduz –se que a fusão das duas filarmónicas numa nova colectividade terá sido efectivamente uma realidade.

Uma coisa é certa: só em 9 de Abril de 1933, após alguns anos de inactividade musical, é que em Góis se implantaria, finalmente, uma filarmónica com futuro, mercê do empenho de um grupo de antigos executantes, que decidiram reorganizar, sob a designação de Filarmónica da Associação Educativa e Recreativa Goiense, a instituição de onde provinham.

Visitante nº 19636

web concept: www.meticube.com