Filarmónica Flor do Alva
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18.NOV.2019
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A Filarmónica Flor do Alva possui uma longa e rica história no âmbito da cultura no concelho de Arganil. Fundada em 1918, tem–se mantido sempre activa, apesar de alguns altos e baixos, como acontece com as associações deste tipo, em todo o país.

Foi todavia necessário um enorme empenho de várias direcções e o esforço colectivo de muitas gerações para conseguir manter vivo este pólo cultural em Vila Cova do Alva.

Um dos objectivos da filarmónica foi sempre possuir uma sede própria. Em 1980, e depois de muito trabalho dos seus responsáveis, conseguiu finalmente concretizar esse velho anseio. “Era importante para nós manter o sonho de continuidade nas gerações futuras”, frisa João Gouveia Brito, actual presidente da direcção da Flor do Alva.

O número de executantes - 23 - não é, se comparado com os de outros tempos, muito elevado. “Mas também não podemos dizer que seja demasiado escasso, até porque na escola de música andam muitas crianças”, justifica o presidente. Esses aprendizes são 13. “Queremos sempre ter mais alunos, mas penso que temos os suficientes. O pior é conseguir que se mantenham cá depois dos 18 anos e integrem a filarmónica, porque a maioria acaba por ir tentar melhor vida para outras paragens”, explica João Gouveia Brito.

Os dirigentes da filarmónica acreditam, apesar dos problemas do dia–a–dia, que ela “tem futuro”. O número de associados, cerca de duas centenas neste momento, também podia ser maior, “mas sempre ajuda um pouco a manter a instituição”, reconhecem os dirigentes.

As dificuldades têm sobretudo a ver, como acontece com quase todas as filarmónicas, fundamentalmente com a compra dos instrumentos, porque são bastante caros. “Temos poucos apoios, o que complica as coisas” confessa João Gouveia Brito.

A Junta de Freguesia de Vila Cova do Alva, dentro das suas possibilidades, “sempre vai dando uma ajudinha e, de vez em quando, o Governo Civil de Coimbra”, revela o presidente. A Câmara Municipal de Arganil e o INATEL também vão dando a sua colaboração à colectividade. “Mesmo assim, o dinheiro é sempre pouco e temos de fazer uma grande ginástica para conseguir levar o barco a bom porto”, salienta o dirigente associativo.

O maestro é, actualmente, Basílio Miranda, mas a direcção não esquece o papel de António Fernandes, que durante 15 anos foi regente da filarmónica e continua a dar o seu contributo à instituição. “É sem dúvida uma das almas da filarmónica”, reconhece João Gouveia Brito.

Apesar dos contratempos, a Flor do Alva tem cumprido o seu papel de “motor” cultural em Vila Cova do Alva, levando também o nome da povoação a todo país. “É uma instituição acarinhada pelo povo e, sempre que é preciso, contamos em primeira lugar com os vilacovenses para ultrapassar alguma dificuldade”, frisa o dirigente.

As saídas da banda para festas e romarias nos últimos tempos acontecem principalmente no concelho de Arganil, mas outras zonas do país também já assistiram a actuações desta filarmónica prestes a comemorar nove décadas de existência.

A Filarmónica Flor do Alva, de Vila Cova do Alva, criada em 1918, era um velho sonho de alguns vilacovenses entusiastas da música. José Maria Madeira e o regente António Alves Neves foram os principais dinamizadores do projecto. Seriam eles, inclusivamente, a deslocar–se a Lisboa para tratar da compra do instrumental. Quando regressaram, em 11 de Julho desse ano, a população recebeu–os com grande júbilo. O livro de actas da instituição sublinha mesmo que o maestro proporcionou, “a esta bela rapaziada”, num curto espaço de tempo, “uma bela lição de disciplina e instrução”.

A primeira apresentação da filarmónica em público ocorreu no dia 23 de Junho de 1918. “Eram dez horas da noite quando se deu o sinal de toque a reunir e logo todos os músicos se apresentaram na casa do ensaio. Colocados nos seus respectivos lugares, executaram um lindo passo dobrado, depois do que saíram e se dirigiram para a Praça, onde os esperava uma enorme multidão”, pode ler–se na acta alusiva.

A Filarmónica Flor do Alva manteve–se sempre em actividade desde a sua fundação, sendo uma das instituições que mais longe levou o nome de Vila Cova do Alva.

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