Sociedade Musical e Recreativa de Alqueidão
Quinta-Feira
17.OUT.2019
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A Sociedade Musical e Recreativa de Alqueidão continua a ser uma escola de música para várias gerações, onde também se incutem valores como o orgulho de vestir a farda. No entanto, à semelhança do que acontece com a maioria das colectividades do concelho da Figueira da Foz, depara-se com uma série de problemas de difícil resolução, tendo como base a falta de dinheiro.

Os apoios da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Ministério da Cultura e da Junta de Freguesia de Alqueidão, mais as verbas resultantes das quotas dos sócios, têm-se revelado insuficientes para fazer face às despesas correntes. O salário do maestro, a aquisição de novos instrumentos e fardamento e a manutenção da sede são os principais encargos que debilitam as finanças da associação.

A direcção tem investido, ainda assim, em instrumentos e fardamentos novos. Outros investimentos inquantificáveis foram entretanto realizados: a captação de jovens para a banda foi uma das mais importantes conquistas dos responsáveis da instituição. Mas o principal mérito dos dirigentes - o que deixaria uma marca indelével na história da colectividade - foi a reactivação da filarmónica.

A falta de concertos criou, obviamente, falta de liquidez na tesouraria, mas a situação tem vindo a alterar-se, para melhor, já que as solicitações para actuações, designadamente na região Centro, estão a aumentar. E isso dá, é claro, um novo fôlego para seguir em frente.

Depois de vários anos de inactividade e enquanto fazia esta travessia no deserto, à banda foram valendo as arruadas feitas nas diversas povoações da freguesia, entre o Natal e os Reis. Estas iniciativas, saliente-se, constituem ainda hoje uma importante fonte de receitas suplementar para assegurar a sobrevivência da filarmónica.

As instalações, pequenas, contrastam com a vontade e a necessidade de crescimento manifestadas pelos dirigentes. Não há aquecimento na sala de ensaios, que também serve como escola de música, nem espaço para promover outras actividades. Os espectáculos realizam-se na Casa do Povo. Na altura em que a actual direcção tomou posse, tinha como objectivo, tal como as suas antecessoras, acrescentar mais um piso à sede e melhorar as condições de trabalho dos músicos e dirigentes. Mas, mais uma vez, as obras foram adiadas. Pelo mesmo motivo de sempre - falta de dinheiro.

Apesar de todas estas dificuldades, os responsáveis da filarmónica continuam confiantes no futuro, até porque a vontade e a esperança dos alqueidanenses são mais fortes do que os ventos que sopram contra. Tem sido, de resto, assim que a colectividade tem vivido a sua história - com compassos mais ou menos pausados, mas sempre com a esperança a marcar-lhes o ritmo. 

Decorria o ano de 1926 e a animação musical em Alqueidão estava a cargo de duas tunas - a Tuna Velha e a Tuna Nova. Porém, nesse mesmo ano, um grupo de 14 alqueidanenses teve a ideia de fundar uma filarmónica. E ela aí estava, com Mestre Oleiro, natural de Alfarelos, como primeiro regente. Os resultados não tardaram a aparecer. Em apenas um ano, e depois de ensaios intensivos, a banda, constituída então por 32 filarmónicos, todos naturais da freguesia, estava afinada e pronta a subir ao coreto. Aconteceu no dia 5 de Junho de 1927, exactamente ali, como não podia deixar de ser - em Alqueidão.

A primeira sala de ensaio da filarmónica foi a casa de Albino Pereira dos Santos, um filantropo que acabaria por doar o terreno onde se encontra a actual sede, inaugurada em 1982.

A sedentarização das instalações da Sociedade Musical e Recreativa de Alqueidão ocorreu depois de algumas décadas frequentando diversas salas de ensaio, sempre em casas particulares e sem pagar aluguer.

Mais do que um agrupamento musical e um espaço de convívio, a colectividade era vista como um local que pemitia aos executantes aumentar o seu capital de cultura geral. Por outro lado, tal como nos tempos de hoje, a associação foi sempre, para lá da atracção da música, um ponto de encontro para a vertente recreativa.

Visitante nº 38376