Sociedade Musical 25 de Setembro
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26.JUN.2019
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A Filarmónica 25 de Setembro passa por um período de grande vitalidade. O empenho e a dedicação dos órgãos sociais e a mudança de mentalidade na sociedade portuguesa têm contribuído para que as camadas mais jovens e, especialmente, do sexo feminino, procurem na música um espaço de lazer, recriação e crescimento. Daí, o papel que lhe é generalizadamente reconhecido, de autêntico baluarte da cultura popular no concelho de Montemor–O–Velho.

Além da música (banda, escola e orquestra juvenil), outras manifestações artísticas têm aglutinado o esforço de todos os seus membros. Entre essas actividades igualmente desenvolvidas com alguma regularidade, destaca-se o folclore (ranchos de adultos e crianças, nas décadas de 1950, 1970, 1980 e 1990), o canto (orfeões, nas décadas de 1950 e 2000 e vários coros mistos, entre as décadas de 1950 e 2000), o teatro (grupo cénico, na década de 1950), os festejos populares (Santos Populares e festas da Feira Anual, até finais da década de 1970) e até o desporto (ténis de mesa e xadrez).

A banda realiza anualmente diversos concertos e participa em múltiplas festividades religiosas ou profanas, sempre no âmbito de um vasto espaço geográfico. Os circuitos do Norte do país são uma das apostas para este ano. Como registos para a história, a banda gravou um CD, em 1999, integrou, em 2002, a gravação de um CD com as melhores bandas da Região Centro e 12 dos seus jovens músicos participaram, no âmbito do Projecto Jovens Músicos Europeus, na gravação do CD “Wend’Reng”, apresentado, a 31 de Outubro de 2003, na igreja do Convento dos Anjos, em Montemor.

Actualmente, a associação conta com duas centenas de sócios, mercê de um trabalho persistente que tem sido desenvolvido ao longo das últimas décadas, depois de períodos difíceis, decorrentes, sobretudo, da conjuntura política do pós 25 de Abril.

Da história da filarmónica, faz parte inalienável o empenho e a dedicação de diversas pessoas. São, por exemplo, Henrique Ferreira de Carvalho, seu regente em 1927 e responsável pela sua reestruturação, e António Dias Gomes, regente em 1930, e que, juntamente com outros entusiastas, conseguiu a reformulação dos estatutos. Sem eles talvez não tivesse conseguido impor–se no panorama musical concelhio e nacional.

É, de facto, a partir da década de 1930 que a filarmónica começa a consolidar–se e a projectar–se um pouco por todo o distrito de Coimbra, fruto da qualidade do repertório que apresenta. Ao longo das décadas de 40 e 50 foi, inclusivamente, convidada, por várias vezes, para as prestigiantes Festas da Rainha Santa, em Coimbra.

A partir daí, com altos e baixos, lá foi resistindo, apresentando –se hoje como uma das filarmónicas mais antigas, mas também mais solicitadas, da região, sendo ainda de relembrar um dos homens que tanto se empenhou pela consolidação musical da Filarmónica, como foi o caso do regente António Maranha das Neves.

As primeiras referências a uma filarmónica em Montemor–o–Velho datam de 1860. Tinha, então, como regente, Agostinho Libório Alzamora, provavelmente de origem espanhola. Ainda actuou nas festas da Ressurreição, mas foi banda de duração efémera.

Aideia da fundação da actual filarmónica terá partido de um grupo de “rapazes entusiastas”, liderado pelo carismático Benedito Galvão de Carvalho, que convidaria para regente um jovem e brilhante amador de música, Francisco Maria Simões de Carvalho, de 22 anos, que passara a viver em Montemor–o–Velho a partir de 1892. Durante meses, “com paciência e pulso rijo”, os músicos foram–se aperfeiçoando, até que, a 25 de Setembro desse ano, segundo palavras do próprio maestro, “pela alvorada, os foguetes e a filarmónica atroavam os ares com uma marcha, durante muito tempo, trauteada”.

Dois anos depois, portanto, em 1894, são aprovados os primeiros estatutos, que lhe davam a designação oficial de “Sociedade Musical 25 de Setembro”.

Nesses primeiros anos, a filarmónica era constituída, na sua quase totalidade, por operários, funcionários públicos e agricultores. Por isso, as actuações centravam–se essencialmente na vila de Montemor- –o–Velho e nos concelhos limítrofes e, quase exclusivamente, em festividades religiosas e comemorações.

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